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Acervo Violão Brasileiro produz série de vídeos com violonistas de Pernambuco

(Nenéu Liberalquino)

Por Rosualdo Rodrigues

De passagem pelo Recife, o diretor do Acervo do Violão Brasileiro Alessandro Soares produziu uma série de vídeos com cinco dos principais violonistas pernambucanos. Gravados no Estúdio Muzak com apoio da Cabra Quente Filmes, os registros foram dirigidos e filmados por Rodrigo Barros e editados por Woody Willen e serão publicados no portal a partir de 5 de novembro, sempre às segundas-feiras. Cada uma das sete peça traz depoimento e clipe de Nenéu Liberalquino, Vinícius Sarmento, Marco César, Duo Rubem França e Renan Melo.

Os músicos escolhidos para integrar a série do Acervo, que tem patrocínio da NIG Music e do Estúdio Muzak, destacam-se na cena musical de Pernambuco e do Brasil pelo talento e pela capacidade de colaboração. Atuam ou já atuaram em parcerias, em grupos e orquestras, no ensino do instrumento, na composição e na produção de arranjos. É o caso de Nenéu Liberalquino, que abre a série, na qual interpreta Insensatez (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Mana, de sua autoria.

Aos 16 anos, inspirado por Garoto, Paulinho Nogueira e Baden Powell, Nenéu venceu limitações físicas para criar um modo próprio de tocar violão. Em princípio autodidata, formou-se em composição no Berklee College of Music, em Boston (EUA), e desde então lançou três CDs, assinou arranjos para inúmeros artistas, atuou como regente da Camerata de Violões do Centro Experimental de Música do Sesc-SP e atualmente está à frente da Banda Sinfônica do Recife. 

(Marco César e João Paulo Albertim)

Outro músico que vai além da carreira solo, Marco César, natural de Pesqueira (PE), tem projetos como o Duo Sensível, em parceria com o cavaquinista João Paulo Albertim, e extenso currículo de colaborações – com a Orquestra Sinfônica do Recife, Orquestra Armorial de Câmara de Pernambuco e o grupo Quinteto de Cordas da Paraíba, entre outros. Como professor, desenvolve papel muito importante na formação de novas gerações de bandolinistas e violonistas em Pernambuco.

Para a série, Marco gravou no bandolim acompanhado de Pepê no violão 7 cordas o xote Triunfando (feita em parceria com João Lyra) e Coração nos Dedos (composição dele e de João Paulo Albertim. Neste segundo vídeo, Marco toca violão e o parceiro, o cavaquinho. O tema é dedicado a Jacob do Bandolim, que em 2018 completou 100 anos de nascimento.

Duo Rubem França e Renan Melo

Renan Melo e Rubem França foram alunos de Marcos César no Conservatório Pernambucano de Música. Renan é de Pesqueira e, influenciado pelo pai, também músico, começou a tocar violão aos 12 anos. O recifense Rubem, ou Rubinho como é chamado no meio musical, integrou formações como a Orquestra Retratos e já acompanhou artistas populares, a exemplo de Rita Benneditto, Zezé Mota, Zélia Duncan e Mestro Spok. Atualmente são alunos do curso de Licenciatura em Música com habilitação em Violão Popular do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) em Belo Jardim, interior pernambucano.

(Duo Rubem França e Renan Melo)

Em duo, Renan Melo e Rubem França costumam interpretar composições de autores pernambucanos e mestres da música brasileira, além de criações próprias, como Frevaço (de Rubem França),  e o clássico frevo de rua Cabelo de Fogo, do Maestro Nunes, que foram filmadas para o Acervo.

Vinícius Sarmento

O quinto violonista que integra o ciclo de vídeos é o jovem Vinícius Sarmento, que tem como referência musical o grande Raphael Rabello, coincidentemente seu padrinho de batismo. Além de integrar o grupo Seu Chico, Vinícius tem parcerias com artistas como Geraldo Maia e Junio Barreto, que se destacam na música popular pernambucana. Para o projeto, Sarmento fez bela interpretação de Valseana (Sérgio Assad).

“Seguimos uma linha orgânica, em que o ambiente tem muita influência. O estúdio é meio amadeirado e isso deu o tom à série, trazendo um pouco de intimismo. A não é chapada, são contraluzes, que favorecem o realce, a silhueta”, explica Rodrigo Barros, diretor e fotógrafo da série. Para ele, essa opção também acaba por destacar um pouco do “artista humano”.

(Vinícius Sarmento)

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