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Prêmio Chico Mário anuncia vencedores em cerimônia na quarta-feira (22/08) em Belo Horizonte

(Chico Mário compondo em casa, 1978)

Por Rosualdo Rodrigues

Na próxima quarta-feira (22/08) o mineiro Francisco Mário (1948-1988) completaria 70 anos de idade. A data será lembrada pela cerimônia da final do Prêmio Chico Mário de Violão, a partir das 20 horas, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte (MG). Cada um dos 12 selecionados vai concorrer, interpretando uma obra do homenageado.

Os músicos que passaram na primeira etapa de edição 2018 do Prêmio foram Alexandre Gismonti, André Siqueira (violonista carioca), André Siqueira (homônimo paranaense), Eddy Andrade, Fábio Nin, Gabriel Deodato, Gabriel Maron, Ivan Cruz, João Camarero, Lucas Araújo, Mário da Silva e Micael Chaves.

Alto nível

idealizador do Instituto Cultural Chico Mário, o pianista e produtor musical Marcos Souza conta que ele, a família do compositor e o violonista Weber Lopes, que participou da pré-seleção, ficaram muito felizes e surpresos com o alto nível dos inscritos. “Uma releitura da obra do Chico Mário com sua diversidade e com a liberdade que eles tiveram para tocar caiu muito bem”, observa.

“Entre os selecionados, há nomes já conhecidos no meio, talvez nem tanto na mídia, e outras surpresas apareceram. Outro dado importante é que poucos são de Minas Gerais. A maioria é de São Paulo. Então, o prêmio tem realmente um caráter nacional”, afirma Marcos.

Maior premiação

(Chico Mário em show de lancamento do primeiro LP, em 1978. Foto: Fernando Castro)

Criado pelo Instituto Cultural Chico Mário para celebrar a obra do violonista e compositor mineiro e estimular a atividade artística no instrumento musical mais popular do país, o Prêmio Chico Mário de Violão tem atualmente a maior premiação de violão popular do Brasil. Aberto a músicos de qualquer nacionalidade, a partir de 16 anos, o concurso distribui R$ 15 mil em prêmios entre os cinco primeiros colocados.

Para Marcos Souza, foi muito prazeroso ouvir e selecionar os inscritos. “E também ouvi-los sobre como foi descobrir a obra, que muitos não conheciam”. Mas ressalta: no dia 22 será diferente. “Eles terão que tocar para uma banca de nomes consagrados do violão mineiro e nacional, vão ter que mostrar na hora a experiência, a frieza de participar de um concurso”.

Vida curta e produtiva

Nascido em Belo Horizonte, Francisco Mário começou a se interessar por música muito cedo. Dividiu-se entre o violão, a economia e engenharia de sistemas. Em 1978, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a ganhar projeção no meio musical.

Irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho, morreu em 1988, aos 39 anos, deixando 89 composições, oito discos autorais – dois deles lançados postumamente -- e três livros  -- Ressurreição, Como Fazer Um Disco Independente e Painel Brasileiro.

(Chico Mário e Chiquinho do Acordeon)

Suplentes

Além da lista de 12 selecionados na primeira etapa, a organização do Prêmio Chico Mário de Violão divulgou uma lista de suplentes, que poderão ir à final no caso de impossibilidade de comparecimento de algum dos 12 candidatos. Os músicos suplentes são Renato Anesi, Guilherme Beraldo Guedes da Silva, William Ferreira, Rafael Schimidt Ribeiro, Kevin Augusto Moreira Oliveira, Caio de Souza Caetano, Maurício Reis Guil e Andre da Silva Batiston.

Confira os 12 selecionados para a final do Prêmio Chico Mário

Alexandre Gismonti - Bateia (Chico Mario) 

André Siqueira - Ribalta

André Siqueira - Ressurreição

Eddy Andrade - Domingo

Fábio Nin - 3a Guerra

Gabriel Maron - Bateia

Gabriel Deodato - Paraíso Perdido

Ivan Cruz - Choro Nacional 

João Camarero - Saudade de mim

Lucas Araújo - Choro Novo

Mário da Silva - Balada Negra

Micael Chaves - Choro Nacional

 

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