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Alencar Sete Cordas é homenageado em disco e show em Brasília

Figura lendária do choro em Brasília como professor, arranjador e músico acompanhante, Alencar Sete Cordas também foi inspirado compositor. E uma bela oportunidade de conhecer melhor suas peças é nesta quinta-feira (17), quando será homenageado no show Alencarinos, no Teatro dos Bancários, às 20 horas. Com direção musical de Fernando César, produção de Ana Lion e Lucas de Campos, o espetáculo é do Regional Alencarinos, formado por Fernando César (violão 7 cordas), Lucas de Campos (violão 6 cordas), Márcio Bezerra (clarinete), Pedro Henrique (cavaquinho) e Júnior Viégas (pandeiro). Mas há participações muito especiais do pianista Leandro Braga, da flautista Odette Ernest Dias e do Leonel Laterza. 

O show marca o lançamento do CD Alencarinos, gravado pelo grupo homônimo, e que contou com a colaboração de grandes músicos. Além dos três convidados presentes no palco (Leandro, Odette e Leonel), o disco teve participação de Sérgio Morais, Paulo André Tavares, Victor Angeleas, Júnior Ferreira, Joel Nascimento, Beth Ernest Dias, Rogério Caetano, Fernando Machado, Reco do Bandolim, Jaime Ernest Dias e Valério Xavier. Das 15 faixas, apenas uma não é de autoria de Alencar: o choro Alencarino, de Dinaldo Domingues, em tributo ao amigo chorão. Constam ainda no disco duas parcerias do mestre Alencar, uma com Clodo Ferreira (Brasil 3X4) e outra com Pedro Cariello (Entremares). 

José de Alencar Soares nasceu em Ipu, no Ceará, em 1951, e radicou-se em Brasília no início da década de 70. Peça fundamental no desenvolvimento musical da cidade, Alencar Sete Cordas participou da fundação do Clube do Choro de Brasília, integrou o grupo Choro Livre durante 25 anos como violonista e arranjador e, ao longo de sua trajetória, tocou ao lado de grandes nomes da música brasileira. Foi um dos professores pioneiros da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello e, seguindo a vocação de educador, criou sua própria escola, sendo responsável pela formação de vários músicos de Brasília de diferentes gerações. Merece destaque na sua atuação pedagógica a formulação da Teoria das Árvores Harmônicas, método de ensino de harmonia funcional que inspira músicos de diversos lugares.

Desde 2007, Alencar dirigia e integrava o Regional BemBrasil, com o qual iniciou a gravação do CD em 2011. Aos domingos de manhã, o grupo se reunia para ensaiar sob a regência do mestre. Preparado o repertório, duas faixas foram gravadas. Mas o projeto foi interrompido em 15 de setembro de 2011, quando Alencar sofrer ataque cardíaco fulminante e morreu, aos 60 anos. O Regional BemBrasil, diante do desafio de finalizar o disco, convidou Fernando César para fazer os arranjos que faltavam e gravar o violão de 7 cordas nas demais faixas. Desde então o Regional passou a se chamar Alencarinos. 

De acordo com a produtora Ana Lion, a ideia do CD já existiam há um bom tempo. “Alencar ensaiou diversas vezes e compôs uma série de músicas para o projeto”. Em paralelo ao disco, Ana começou a pensar na realização do livro A Velha Guarda do Choro no Planalto Central, que organizou com Sebastião Rios, e terminou sendo publicado antes do disco do Alencar. O livro tem uma valiosa memória, com verbetes bem detalhados sobre os grandes chorões de Brasília. Patrocinado pelo FAC-DF, o show Alencarinos é uma realização da Amanduarte Produções, com apoio do C´est la Vie - Bistrô & Creperia e da V4 Informação  e Consultoria Cultural. 

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NIG

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