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Vem aí o novo disco de Toninho Horta, Chiquito Braga e Juarez Moreira, com Luis Salinas e C. Gálvez

Neste momento Toninho Horta, Chiquito Braga e Juarez Moreira estão em estúdio produzindo um novo disco. Sob o título Cuerdas del Sur, o trabalho do trio contará com mais dois grandes artistas latino-americanos: o violonista argentino Luis Salinas e o baixista  Christian Gálvez. Ao todo são 10 faixas, sendo duas composições de cada, em arranjos coletivos. O quinteto está reunido em Belo Horizonte desde o último sábado (13) e as sessões só terminam nesta quinta-feira (18), quando se apresentam em show inédito, no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244, com ingressos a R$ 20 e 10).

Cuerdas tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016, ou seja, praticamente 15 anos após Toninho, Chiquito e Juarez gravarem o antológico e esgotado CD Quadros Modernos (ouça faixas selecionadas aqui). No intervalo das gravações, o Acervo Digital do Violão Brasileiro conversou rapidamente com Juarez Moreira nos corredores do Engenho Estúdio para saber como o trio do “violão mineiro” virou um quinteto com sonoridade “latinoamérica”. 

Luis Salinas

O projeto remonta as conversas do Chiquito Braga com Gálvez e Salinas. Juarez conta que foi a Buenos Aires com a esposa e Chiquito. E conversou muito com Salinas, de quem é fã há 20 anos. “Ele tem apreço enorme pela melodia e essa alma latina que aparece no jeito de tocar. Ao mesmo tempo, Salinas gosta de música brasileira e a do Toninho. Já Gálvez não conhecia. Mas é um grande virtuose. Na mão dele, o contrabaixo vira um cavaquinho, tal a habilidade”.

Daí surgiu uma grande amizade entre eles e a vontade de gravar juntos. “Agora consegui criar as condições para viabilizar o encontro”. O disco certamente será um dos mais importantes lançamentos da música intrumental em 2016.

Toninho Horta

A concepção do novo disco, segundo Juarez, é a de manter o mesmo padrão de violões e guitarra do CD Quadros Modernos. A ideia é de que tudo seja bem equilibrado, sem ninguém se sobressair mais do que outro. “Não vai ter nada sobrando. Acho que um trabalho assim só acontece se houver grande afeto, uma uma confluência dessas almas. Não bastaria ter apenas afinidades musicais. A amizade é fundamental nesse processo”. 

Juarez Moreira

Juarez acha curioso que tanto ele quanto Toninho, Chiquito e Salinas sempre tocaram violão acústico e guitarra elétrica. “Nem todo violonista toca guitarra. E vice-versa. E, por acaso, esse perfil de tocar os dois instrumentos está aparecendo novamente”. 

Chiquito Braga

Considerado precursor do chamado “violão mineiro”, Chiquito Braga é forte influência para Toninho Horta, que por sua vez inspirou Juarez Moreira. Juntos, formam um pensamento musical dos mais singulares e importantes do país, sobretudo nos improvisos, nos encadeamentos harmônicos e nas composições originais, algumas delas presentes nos mais prestigiados songbooks de jazz e antologias de guitarra do mundo.

No clima dessas novidades, postamos nesta semana o CD Quadros Modernos na Discografia do Acervo Violão, com três faixas selecionadas para audição. Produzido em 2001, o disco representa o primeiro grande encontro do trio, com 15 faixas, mescladas entre arranjos para trio de violões, duos e solos, além de temas com guitarra. Prelúdio e Dança de Oxum, Baião Carioca, Baião Barroco, Estudo Brasileiro, Jota e o tema homônimo do disco estão entre as mais representativas

Christian Gálvez

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